Esse é meu primeiro post aqui no Language Freaks e eu gostaria de começar falando um pouco sobre algo que, ao estudarmos um idioma, acabamos esquecendo: o significado. Estudamos a gramática, as explicações e os porquês do idioma, mas, muitas vezes, esquecemos o mais importante, que é o significado. Deixe-me ilustrar minha ideia com um exemplo:
Whose pencil is this?
Eu posso te ensinar esse frase e sua estrutura gramatical de dois modos diferentes.
O primeiro seria assim:
Whose é um pronome interrogativo, também chamado de WH question. Ele é sempre usado para fazermos uma pergunta, usando, nesse caso, a estrutura “Whose + noun + is this?“, como nos exemplos:
Whose pencil is this?
De quem é esse lápis?
Whose umbrella is this?
De quem é esse guarda-chuva?
Whose book is this?
De quem é esse livro?
Entendido? Ok, vamos para o segundo modo.
“Whose” significa “de quem”. Com ele eu posso fazer perguntas do tipo:
Whose pencil is this?
De quem é esse lápis?
Whose umbrella is this?
De quem é esse guarda-chuva?
Whose book is this?
De quem é esse livro?
Entendido? Ok, ótimo!
Agora me diga: qual a diferença entre os dois métodos? A diferença é que, no primeiro, complicamos o que pode ser simples, adicionando informações desnecessárias como a classe gramatical da palavra, sua denominação segundo livros de inglês e a explanação da estrutura da frase. Já no segundo, vamos direto ao ponto mais importante, o significado. Aprendemos que “whose” é “de quem” e logo vemos como se dá o uso da nova palavra. O segundo método é mais rápido e eficiente, pois associamos as novas palavras e frases com significados que já sabemos em português, enquanto no segundo, a associação é feita com noções gramaticais abstratas, que, mesmo em português, são complicadas e confusas! As regras e noções de gramática só fazem sentido após o entendimento das palavras e frases e podem vir a corrigir um ou outro deslize, mas nunca devem ser tomadas como um meio para o aprendizado do idioma.
Você, como estudante de idiomas, deve focar seus estudos completamente no significado das palavras, frases e textos, deixando que a gramática, as explicações e os porquês façam sentido por si mesmos. Para que isso aconteça é preciso duas coisas: muitos exemplos e atenção por parte do aprendiz. Os exemplos, em conjunto com boas traduções, tornam o entendimento das frases simples e rápido. A atenção do aluno é necessária para que ele, por si mesmo, note os significados, as associações e os padrões das frases. Um aluno atento e curioso, com um bom montante de exemplos, pode aprender qualquer estrutura ou “regra gramatical” facilmente, apenas observando e estudando algumas poucas frases. É por isso que minhas aulas são totalmente focadas em significado, sempre com muitos exemplos. Isso funciona, principalmente, quando feito desde o início do aprendizado. O aluno que aprende via significado é uma maravilha. O aprendizado é super natural e as dúvidas vão sendo resolvidas por elas mesmas. Por outro lado, temos os alunos viciados em regras e explicações, que, mesmo depois de entenderem o significado, querem saber a regra e o porquê. Por fim, temos o caso crítico, os alunos que não entendem o significado porque a única coisa que querem entender são regras e porquês. Mudar a cabeça desses alunos não é fácil, de fato, chega a ser desanimador, mas eu sempre tento, explicando que eles devem estudar “assim e não assado”. Meu conselho final é: aprenda a aprender via significado (o que é diferente de tradução), pois isso vai, com certeza, melhorar muito o seu aprendizado e o seu feeling para com o idioma.
Bom, por hoje é só. Abraços a todos e bons estudos!
Em textos e artigos sobre o aprendizado de idiomas e linguística, é comum nos depararmos com estes dois termos: input e output. Também são muito utilizados na informática, na engenharia e em outras áreas. Para todos os casos, a definição é, em princípio, a mesma.
O que eles querem dizer no ramo da linguística? Vejamos!

Input (Entrada) – É o estímulo que recebemos do ambiente externo. Consideramos como input o ato de ouvir e ler no idioma estrangeiro.
Output (Saída) – É aquilo que produzimos e fornecemos ao ambiente. Consideramos como output o ato de falar e escrever no idioma estrangeiro.
Existem várias teorias quanto a relação entre ambos e qual o grau de importância de cada um durante o aprendizado de uma língua.
Devemos praticar output? O output vem naturalmente após uma carga considerável de input? Devemos receber o máximo de input possível mesmo quando ainda não entendemos nada? É a partir destas perguntas que descobriremos as melhores maneiras de se aprender um idioma!
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